
O conto de ficção
científica
Eram
6h quando eu acordei. Um pouco cedo demais pra mim. Não sei por que acordei a
essa hora sendo que só saio às 8. Aqui, o Sol aparece normalmente às 6h30min,
mas hoje foi diferente. Havia algo de errado até com o Sol. Ignorei. Talvez eu
estivesse errada, cismada. Principalmente porque o homem interfere em tudo na
natureza. Estava frio demais pra tomar banho, então lavei o rosto, me vesti e pronta
para ir à escola peguei meus materiais e
desci. Queria ver tv até a hora de sair.
Quando cheguei na cozinha me assustei,
pois todo mundo também estava acordado.
Pai, mãe, Bia e Gregório estavam assentados à mesa vendo o jornalzinho local
que começava às 7h!
_
Bom dia, Alex! Achei que eu teria que te acordar!
_
Bom dia, mãe! Posso saber por que acordaram tão cedo? Eu estava confuso demais.
_
Acordamos no mesmo horário de sempre. Disse Gregório sem desviar os olhos da tv
e dando um gole no leite.Olhei pro relógio e já eram 7h42min! Desculpa, acordei
meio ruim. Ajustei a alça da mochila e saí.
_
Você quer faltar à aula para descansar? Eu vou até lá e aviso. Não vai nem
tomar café?
_
Não precisa, mãe. Apressei o passo antes que ela pudesse me fazer comer.
_
Tudo bem! Então compra um lanche. Coloquei dinheiro na sua mochila.
_Tá
bom! Obrigada! Minha mãe é demais!
_‘Thau”,
querido.
Segui o caminho de sempre. A avenida
principal estava interditada por policiais e não me deixaram passar. Mudei o
caminho e já na porta da escola, dois policiais disseram que não haveria aula e
que eu voltasse pra casa. Fiquei com tanta raiva que me revoltei por ter que
dar quase uma volta no quarteirão novamente. Passei pela avenida mesmo sem ninguém me notar. “Radical” - pensei naquele
momento.
O local foi interditado porque vários cientistas estavam
discutindo com as autoridades . Um deles estava prestes a pegar a arma do
policial e dar um tiro em si mesmo. Era o sentimento de culpa. Foi então que
ouvi barulhos de bombas e tiros vindo do
bairro vizinho. Gritos, choros, soldados, muitas pessoas feridas. Eu não sabia
o que fazer. Me juntar a eles? Ficar ali e morrer? De repente vi uma máquina de
metal que atirava sem parar.Só podia ser um pesadelo!Não acreditava naquilo. Um
homem chega ao meu lado,me puxa e me tira de lá. Eu nem conseguia me mexer.
_
Aonde está me levando?
_
Eu não sei. Talvez um lugar temporariamente seguro.
_
Temporariamente seguro? Aquilo se espalharia? E a minha família?
Eram perguntas sem respostas...
Até
que ponto chegamos... Nossa destruição! Um robô inteligente se rebelou contra o
próprio criador. Era o começo do fim.
Innayáh Gabryella B. Frazão
Nenhum comentário:
Postar um comentário